Série artigos BIM: Contextualizando o BIM

O BIM (Building Information Modeling) é um conceito que se destaca hoje no Brasil e no mundo como uma ruptura do método tradicional de desenho técnico 2D em CAD (Computer Aided Design) para um modelo “integrado” (CAMPESTRINI, T.F, 2015, p.72) central tridimensional de onde é possível extrair informações relevantes, consistentes e confiáveis além de permitir uma interoperabilidade entre ferramentas e integração de pessoas, fazendo com que a comunicação de todas as partes interessadas do projeto seja mais rápida, coordenada e eficiente.
Conforme define CAMPESTRINI, T.F (2015 p. 67) “um modelo computacional tem como objetivo ser uma base de dados sólida, em cima da qual são modeladas (geradas) informações para alimentar a equipe colaborativa”.
Ainda na mesma linha o mesmo diz que “as informações sendo geradas a partir de um banco de dados único trazem a confiança de que essas estarão corretas e atualizadas” durante todo o ciclo de vida do projeto, “com as tomadas de decisão mais assertivas”. (CAMPESTRINI, T.F, 2015 p. 67)
Fig.1 - Componentes de software na geração de um modelo computacional em projeto. FONTE: CAMPESTRINI, T.F 2013
A tecnologia aliada aos processos permite reduzir uma quantidade significativa de erros uma vez que os elementos possuem informações técnicas importantes e os mesmos estarão sempre vinculados e interdependentes à outros dados durante todo o ciclo de vida do projeto.
Com esta vantagem, tecnicamente falando é possível extrair valores exatos à qualquer momento para incluir em documentações, sem a necessidade de trabalho manual através de cálculos a partir de planilhas ou entidades simples do CAD.
Outros fatores importantes dentro do conceito BIM é a eliminação de retrabalhos e o ganho de tempo, isso porque uma vez que os elementos dos softwares envolvidos estão vinculados entre si, será possível uma rápida atualização nos mesmos.
Fig.2 - Benefícios na implantação do BIM em sistemas de infraestrutura. FONTE: RADUNS, C. 2013.
CAMPESTRINI, T.F (2015 p. 67) fomenta que com os modelos computacionais “consegue-se realizar desde projetos compatibilizados fisicamente e com quantitativos precisos, até desenvolver projetos de alto desempenho” “servindo para simulação, complementação e/ou validação de cálculos matemáticos”.
“Para fixar o entendimento do modelo BIM, pode-se compará-lo a um software ou a uma planilha eletrônica. Quando necessita-se realizar cálculos precisos e que envolvam várias operações com dados distintos, utiliza-se um software de desenvolvimento de planilha eletrônica onde é realizada uma programação para que os cálculos sejam feitos automaticamente assim que novos dados sejam inseridos. Por exemplo, programamos uma planilha eletrônica para cálculos de viabilidade de empreendimentos, e a cada novo cenário previsto, são inseridos novos dados na planilha (no modelo de cálculo), e este realiza os cálculos de forma que podemos retirar novas informações sobre o novo cenário.”
(CAMPESTRINI, T.F, 2013, p.72)
Fig.3 – Interface entre os softwares. Fonte: SALLES C.C, 2015
Referências Bibliográficas
CAMPESTRINI, T.F., GARRIDO M.C., JUNIOR M. R., SCHEER S., FREITAS M.C.D. Entendendo BIM - Uma visão do projeto de construção sob o foco da informação, 1.ed., Curitiba, Editor Tiago Francisco Campestrini, 2015.
Salles, C.C., Marveis, L.D. BIM: do Modelo ao Campo. Autodesk University. 2015. 15p.
Raduns C., Pravia Z. Infraestrutura urbana, projetos custos e construção. PINI. [on-line]. Edição 30: Rio Grande do Sul, 2013. Disponível na word wide web: <http://infraestruturaurbana.pini.com.br/solucoes-tecnicas/30/artigo294311-2.aspx> issn 2013

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